História
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Antes da criação da CEDEAO, o território da Ã�frica Ocidental, era constituÃdo por estados com diferentes experiências coloniais e administrativas que, em conjunto, acabaram por definir as fronteiras dos 15 paÃses situados nessa zona.
Apesar dos Estados-Membros da comunidade terem três lÃnguas oficiais estrangeiras (Inglês, Francês e Português), existem contudo mais de mil lÃnguas locais, entre as quais, lÃnguas nativas transfronteiriças, inclusive, como o Ewe, Fulfulde, Hausa, Mandingo, Wolof, Yoruba, Ibo, Ga, etc. faladas por mais de 300 milhões de habitantes numa vasta área de cerca de 5.1 milhões de quilómetros quadrados. Antes do colonialismo, a região foi palco de muitos soberbos impérios e reinos que perduraram durante séculos dos quais os do Ghana, Mali Songhai, Wolof, Oyo, Benin e Kanem Bornu. A diversidade cultural, linguÃstica, ecológica apresenta simultaneamente oportunidades e desafios para o processo de integração. A vontade de combinar forças a nÃvel polÃtico e económico foi sempre reconhecida como sendo um passo em frente para a criação de prosperidade na região. Assim, o primeiro esforço de integração data de 1945, com a criação do franco CFA que reuniu os paÃses francófonos da região numa união monetária única. Posteriormente, em 1964, o Presidente da Libéria William Tubman propôs uma união económica da Ã�frica Ocidental que resultou num acordo em 1965 entre Côte d’Ivoire, a Guiné, a Libéria e a Serra Leoa. Contudo, não houve nenhum resultado concreto na sequência desse acordo até 1972, quando, o Chefe de Estado Nigeriano Yakubu Gowon e o seu homólogo togolês o Presidente Gnassingbe Eyadema, fizeram uma digressão na região para promover a ideia de integração. Assim, graças aos esforços envidados, foram apresentados projetos com base nos quais foi elaborado em 1975 o Tratado de Lagos que instituiu a CEDEAO. O Tratado de Lagos estava, previamente, limitado à s polÃticas económicas, mas, com a ocorrência de problemas polÃticos, foi sujeito à revisão que permitiu, em 1993, o alargamento do seu âmbito de aplicação e das suas prerrogativas. A razão de ser da CEDEAO é promover a cooperação económica e polÃtica entre os Estados. Está, assim, em sintonia com a história, na medida em que os cidadãos da Ã�frica Ocidental, até no perÃodo pré-colonial, já eram das populações que mais se deslocavam no mundo, mesmo se a mobilidade ocorria essencialmente no seio da região. Cerca de 7,5 milhões de migrantes da Ã�frica Ocidental (3% da população regional) residem em paÃses da CEDEAO diferente do seu. Os outros migrantes, 1,2 milhão, residem sobretudo na América do Norte e na Europa. Havia cerca de 149 milhões de migrantes em 2013, dos quais mais de 50% correspondiam à s mulheres a nÃvel regional. A migração transfronteiriça de mulheres comerciantes e de empresárias coloca-as como potenciais campeãs na promoção da integração, ainda que se tratem de dados por explorar. Durante os últimos anos, a população da Ã�frica Ocidental observou um forte crescimento, passando de 70 milhões de habitantes para 300 milhões entre 1950 e 2010. No fim do ano de 2014, representava cerca de 40% da população da Ã�frica subsaariana. Segundo as projeções das Nações Unidas, a população da Ã�frica Ocidental deverá chegar aos 550 ou 600 milhões de habitantes em 2050. É a região mais jovem do mundo. Além disso, com cerca de 5% da população mundial e com uma área superior a 40% da Ã�frica subsaariana, a Ã�frica Ocidental é a mais densamente povoada. A dimensão sociocultural diversificada do desenvolvimento é essencial para o estabelecimento da paz e da segurança na região. Retirando ilações do passado, os lÃderes da comunidade envidaram esforços para manter a estrutura polÃtica da região. Em 1976, Cabo Verde, um dos dois paÃses lusófonos da região aderiu à CEDEAO, e em dezembro de 2000 a Mauritânia retirou-se, tendo anunciado essa sua intenção de se retirar em dezembro de 1999. |


